terça-feira, 18 de março de 2014

MANUSEIO

MANUSEIO
 
Os patinhos de um dia, estão sujeitos à alguns cuidados especiais depois de uma longa viagem,  pois não passam de recém nascidos.
Apesar de muito resistentes e espertos, devem receber água com açúcar logo que postos sob a campânula.  Caso não se dirijam aos bebedouros  imediatamente, pegar alguns com a mão e molhar o bico, que logo  todos  farão o mesmo.
A temperatura da campânula deve ser de 32º Centígrados na primeira semana, passando à 25º C. na segunda semana. Nos locais de clima tropical não há necessidade de aquecedor alem dos quatorze dias.
ATENÇÃO:
1- Nunca segure os patinhos pelas patas ou asas, faça-o somente pelo pescoço ou pelo corpo.
2- Nunca deixe os patinhos entrarem na água antes de vinte e um dias.  
NASCIMENTO NO INCUBATÓRIO
ALIMENTAÇÃO
 
É o fator mais importante para quem deseje criar patos para engorda e abate. Nossa experiência com esta espécie, depois de experimentar diversas composições e fórmulas, nos ensinou que para haver um bom desempenho na criação, é necessário uma boa ração, que na falta de alternativa poderá ser a ração inicial de pintinhos, de preferência  peletizada (com peletes tipo ração de codornas) ou triturada, evitando-se as rações muito finas, isto até os primeiros quatorze dias. A partir dai e até os trinta e cinco dias ou quinta semana, poderá ser administrada a ração comercial de crescimento peletizada, e dos trinta e cinco até o abate, a ração de engorda, também peletizada.
Se for possível conseguir ração especial ( só se consegue para grandes quantidades), siga a formulação que segue  junto a embalagem dos patinhos de um dia. Caso não seja possível formular, entre em contato com um fabricante e solicite ração sem antibióticos, hormônios ou qualquer outro medicamento.
 A ração não deve faltar nos comedouros, que podem ser de calha ou cilíndricos como os de frango de corte. À cada novo lote limpar bem os comedouros antes de botar ração limpa. No caso de abate, retirar a ração 8 horas antes, para que estejam com o aparelho digestivo vazio.
Os bebedouros devem ser do tipo automático ou calha com água corrente, numa altura que não permita ao patinho se banhar, devendo  estar distante no máximo  3 metros dos comedouros, e de preferência junto à uma das laterais do galpão.  Sob a linha de bebedouros, deve haver uma calha com ralo, para onde a água deva escorrer, deixando o piso seco.
O consumo de ração nas primeiras semanas é muito pequeno aumentando rapidamente da quinta semana em diante, podendo-se calcular  a taxa de conversão com uma boa ração para o abate em 45 a 50 dias entre 2,4 e 2,5 quilos de ração por quilo de peso vivo, sendo que nesta idade, tanto machos como fêmeas atingem cerca de 3,3 kg. com diferença de 5% a favor dos machos. Caso o abate seja postergado para 70 dias, os patos podem ultrapassar os 4Kg. de peso vivo, porém com uma taxa de conversão menos eficiente. Usa-se esta modalidade para quando se deseja obter peitos de pato mais pesados.
Com uma boa ração temos conseguido exemplares de 4,5kg de peso vivo, aos 60 dias.
Outro fator de suma importância na criação é o espaço requerido pelos patos de Pequim, que como regra geral até a segunda semana, pode ser o dobro do necessário para pintinhos.
Dai em diante as necessidades mudam, e podemos resumi-las na tabela abaixo.
                      
                              DIAS                           QUANTIDADE /m2  
                          Até 7  dias                                40 unidades
                          Até 14 dias                                15       "
                          Até 21dias                                10         "
                          Até 28dias                                  6         "
                          Até 35dias                                  5         "
                          Até 49dias                                  4         "
                          De 49 em diante                         3         "
 
Um modelo bom para criação em nosso clima será o de um galpão com 10 metros de largura, e comprimento variando de 30 a 200 metros de acordo com a quantidade de aves que se deseje criar. O pé direito deve ser de no mínimo 3 metros nas regiões menos quentes e quatro metros nas regiões de clima quente. Nestas deve ser construído um lanternim na cumeeira para exaustão do ar quente. A posição do galpão em relação à incidência de raios solares também deve ser observada, de modo a possibilitar as aves sempre um local de sombra para se abrigarem pois uma exposição prolongada pode causar sua morte.
O galpão poderá ter a lateral toda telada ou não, dependendo da região, pois se não houver predadores ou ladrões, basta uma parede de 70 centímetros de altura para impedir a sua fuga. Também as divisórias entre lotes, podem ter apenas 50 centímetros de altura, pois será o suficiente para detê-los facilitando ao tratador o acesso.
O bebedouro em calha ou linha de bebedouros automáticos, deverá ficar junto a uma das paredes laterais, a uma altura do chão que não permita a entrada da ave, sendo a linha de comedores paralela a ela, numa distância que pode variar entre 2 e 3 metros.
O piso do galpão deve ser pavimentado, com caimento para o lado do bebedouro de cerca de 5% de modo a facilitar a limpeza e o escoamento da água.
As telhas podem ser de fibrocimento, recomendando-se nas regiões mais quentes as telhas de cerâmica, por isolarem um pouco mais o calor.
          
CRIAÇÃO CONFINADA EM GALPÕES    VISTA GALPÕES DE CRIAÇÃO 1 E 2
                                         
Existem muitas maneiras de criar patos. Na descrevem-se três sistemas principais de criação de patos com o objetivos de dar uma idéia sobre as possibilidades existentes. Na prática os criadores podem adaptar estes três tipos principais às suas necessidades e situações específicas e aos materiais disponíveis.
A criação de patos pode-se combinar bem com outras formas de produção agrícola. A trata de dois sistemas de produção integrada bem conhecidos: a criação de patos combinada com a cultura do arroz (orizicultura) e a criação de patos combinada com a piscicultura.
Nestes sistemas as diferentes formas de produção complementam-se umas às outras e o agricultor obterá uma maior produção e um maior lucro:
*  Utilizam-se desperdícios e produtos secundários, por exemplo usa se o estrume de pato em vez de se descurá-lo: nos tanques de piscicultura o mesmo é usado para fertilizar o tanque o que aumenta a alimentação para os peixes: nos campos orizícolas os patos alimentam-se de insetos nocivos e caracóis, o que é bom para o arroz e, simultaneamente, os patos obtêm comida nutritiva.
* Alguns inputs são usados de forma mais eficiente, por exemplo, o tanque de piscicultura é utilizado tanto para os patos como para os peixes. Os patos crescem melhor se viverem num tanque.
* O agricultor dilui os riscos. Por exemplo, caso o rendimento do arroz seja baixo ainda resta a produção de ovos e de carne de pato.
Sistemas extensivos e intensivos de
Sistema de criação à solta
Os patos apenas são mantidos encerrados durante a noite. De dia os patos estão à solta, deambulando livremente fora, à procura de comida. À noite são encerrados e alimentados. O único que os patos requerem é um espaço cerrado para pernoitarem e ninhos aonde possam pôr os ovos. Os custos de construção e de manutenção são menores que num sistema em que se encontram (semi) encerrados, pois os patos durante o dia estão fora. Um inconveniente é que é mais difícil controlá-los quando são criados à solta durante o dia. Contudo, uma vantagem oferecida por este sistema é que os patos podem satisfazer quase totalmente as suas necessidades de comida.
Sistema de semi-encerramento:
Os patos são mantidos numa área confinada constituída por uma capoeira coberta e um sítio onde podem deambular livremente. As vantagens são as mesmas que num sistema vedado: os patos permanecem no mesmo local, o que significa que é fácil controlá-los. O espaço livre facilita o acesso à água, pois poderá pôr-se um tanque nesta área.
Sistema de encerramento:
Os patos são mantidos durante todo o tempo num alpendre ou capoeira coberto. Este sistema é usado principalmente quando se procede à criação intensiva, em grande escala. Possibilita controlar facilmente as aves, sendo deste modo possível fazer-se uma seleção rápida, caso necessário. O sistema de encerramento requer um maior investimento que os outros dois sistemas, pois não só é necessário construir as instalações mas também alimentar os patos durante todo o tempo. Num sistema de encerramento é difícil de proporcionar acesso a um tanque de água aonde os patos possam nadar. Ou os patos não poderão nadar ou então será necessário construir e manter um tanque. É fácil  de fornecer um recipiente grande de água, para que os patos se possam lavar e banhar.
Como escolher o sistema que se adapta melhor à sua situação específica?
Os seus interesses e possibilidades (financeiras) determinarão qual o sistema que se coaduna melhor. Recomenda-se começar com um sistema de semi-encerramento no qual é possível poder controlar os patos e em que não é necessário depender de muito dinheiro logo desde o início.
Num sistema de criação à solta, poderá perder aves, principalmente se não tem experiência no ramo, enquanto que num sistema intensivo de criação de patos os riscos financeiros podem ser muito elevados. Uma vez que já começou a ter experiência com o sistema de semiencerramento e conhece o mercado para patos e para os seus ovos poder á decidir expandir o seu negócio. Também vale a pena considerar combinar a criação de patos com outros tipos de produção que passamos a descrever.
A integração da criação de patos com a orizicultura
Tomemos o exemplo da Ásia. Nomeadamente no Sudeste asiático em que a orizicultura é muito praticada, é freqüente que se combine a criação de patos com a cultura do arroz. É fácil manter um bando de patos dentro de um arrozal. Os patos alimentam-se de caracóis, insetos, larvas e ervas daninhas dentro do arrozal, ajudando desta maneira a combater pragas. Não obstante aonde se pratica a orizicultura moderna esta forma de criação de patos pode trazer problemas, pois não haverá  muita comida para os patos onde se utilizam meios químicos para combater os insetos e as ervas daninhas, além de que os inseticidas e os pesticidas podem envenenar as aves, por isso:
Caso se utilize produtos químicos (pesticidas, inseticidas) na orizicultura, não se recomenda a criação de patos dentro desses campos.
A integração da criação de patos com a piscicultura
A criação de patos integra-se muito bem com a piscicultura, pois beneficiam do tanque: os patos criados na água crescem mais rapidamente que os que são criados em terra e conservam-se mais limpos e mais saudáveis. Por sua vez os peixes também beneficiam da presença dos patos; o seu estrume fertiliza o tanque e provoca o aumenta da alimentação dos peixes (algas).
O manejo da qualidade da água reveste-se de muita importância. O oxigênio desempenha um papel preponderante na determinação da qualidade da água. Os peixes necessitam de oxigênio. As plantas aquáticas (especialmente as algas) produzem oxigênio com a ajuda da luz solar. À noite também utilizam o oxigênio assim como os microorganismos que provocam a decomposição do estrume. O estrume dos patos fertiliza as plantas aquáticas e estimula o desenvolvimento dos micro-organismos. Caso se produza estrume em demasia, as algas crescerão rapidamente e a água ficará verde escura. As algas utilizarão o oxigênio durante a noite tal como os micro-organismos que decompõem o estrume. Daí decorre uma falta de oxigênio e os peixes morrerão.
Pelo que expusemos acima torna-se claro que se deve controlar de perto a qualidade da água. Esta é uma maneira prática de a testar:
Teste da qualidade da água
Um teste simples para controlar a qualidade da água é mergulhar o braço na água até ao cotovelo. Caso ainda consiga ver a sua mão, não há suficientes algas no tanque que necessita de mais fertilizante. Se puder ver, mais ou menos, a metade do seu braço abaixo do cotovelo, quer dizer que o tanque tem algas em quantidade suficiente e que a qualidade da água é boa.
Se quase não puder ver o seu braço, quer dizer que existem demasiadas algas na água, deverá parar de aplicar fertilizante, será melhor acrescentar mais água fresca ou arejar a água, remexendo-a.
Os patos quando estão à procura de comida, remexem o fundo do tanque. Isto diminui a penetração da luz solar nas partes mais profundas de água o que reduz o crescimento das algas. Se mantiverem os patos só numa metade do tanque, as algas poderão crescer na outra metade que também fornece alimentação para os peixes. As margens do tanque devem ser vedadas para impedir que sejam destruídas pelos patos.
Habitação para os patos
Os patos apenas necessitam de um abrigo para descansar. De um modo geral, será necessária uma área mínima de 0,5 m2 por pato.
As habitações dos patos podem ser feitas de diversas maneiras: pode se construir uma pequena “casinha” que fica a flutuar na água ou construir essa “casinha” sobre estacas na água ou nas margens do tanque. Um abrigo construído sobre a água deve ter um chão de ripas ou rede por onde o estrume pode passar. (Ver, também, capítulo 5, habitação). O ideal é se todo o estrume cair dentro da água. Se fizer uma vedação das margens com arame ou com rede, e não permitindo que os patos deambulem nas margens, pode assegurar que todo o estrume fique depositado na água e que as suas margens não ficam danificadas.
A gestão do sistema
A maior parte das espécies de peixes leva aproximadamente 6 meses até atingirem o peso de mercado. Para se assegurar que o fornecimento de estrume permanece constante, é melhor não criar diferentes espécies de patos conjuntamente. Quando se procede à colheita do peixe, o tanque ficará vazio e não é bom acrescentar-lhe estrume. Os patos, nesta altura, deverão passar para outro lugar. Após um período de quatro ou cinco anos o tanque tem que ser limpo. Nessa altura o estrume que fica no tanque pode ser retirado e utilizado para a agricultura ou aplicado no composto. Uma outra maneira de utilizar o estrume é de cultivar no tanque seco
Escolha das espécies de peixe e números de peixes e de patos
Os peixes que povoarão o tanque devem ter, pelo menos, 10 cm de comprimento de modo a não serem comidos pelos patos. É difícil dar números exatos da proporção de peixes e de patos porque tais números dependem de muitos fatores. Apresentaremos apenas algumas linhas diretrizes. É necessário controlar de perto o tanque no que concerne à qualidade da água (ver também o início desta secção). Tem que se experimentar e ajustar os números até encontrar a combinação que funciona bem na sua situação específica.
As diversas espécies de peixes que podem ser criadas conjuntamente com patos:
* Carpas
Existem várias espécies de carpas que podem ser criadas conjuntamente com os patos. A densidade de povoamento é de 45 a 60 peixes por 100 m2. São as seguintes as combinações possíveis de várias espécies de carpa, por 100 m2:
24 carpa catla 18 catla 9 catla
18 carpa rohu 18 rohu 12 rohu
18 carpa mrigal 12 mrigal 9 mrigal
12 carpa comum 12 comum
9 carpa prateada
9 carpa herbívora
Quando a carpa comum é criada sozinha pode-se atingir uma densidade
de 200 peixes por 100 m2.
* Tilápia
A densidade de povoamento das tilápias é de 100 ou 200 peixes por 100 m2.
*  Peixe-gato
O peixe-gato não é muito sensível ao nível de oxigênio na água, eles podem respirar o oxigênio do ar assim como na água. Por causa desta particularidade, a sua densidade pode ser bastante elevada e são menos sensíveis à quantidade de estrume. É possível atingir uma densidade de 400 peixes por 100 m2.
Número de patos por tanque
Quando se criam tilápias (200 por 100 m2) poder-se-á manter um máximo de 35 patos por 100 m2. Em relação às carpas e peixes-gato a proporção é de um máximo de 70-75 patos por 100 m2. O número de patos e de peixe num tanque depende de muitos e vários fatores. Deverá experimentar, observar de perto e encontrar a melhor combinação para a sua situação.
Rendimentos
Quando se integra a piscicultura com a criação de patos podem-se obter rendimentos que vão de 30 a 55 Kg de peixe por 100 m2, por ano. O rendimento dependerá do número de patos por metro quadrado e das espécies de peixes a serem criadas.

Habitação

Quando se decide criar patos terá que se pensar de como os albergar. Os patos necessitam, no mínimo, de um abrigo noturno, porque põem os seus ovos durante a noite e de manhãzinha (dentro de um período de três horas depois do nascer do sol). Ao manter os patos fechados durante a noite pode ter a certeza que porão os seus ovos num espaço cerrado.
Não é necessário fabricar poedouros, mas caso os tiver as patas terá que usá-los. Uma vantagem destes poedouros é que é fácil de mantê-los limpos e os ovos que lá são postos ficarão mais limpos e, por isso, serão mais fáceis de vender.
Abrigo noturno-habitação de pernoita A habitação para a criação de patos num sistema de exploração de pequena escala não deve requerer demasiados cuidados ou manutenção. Neste caso será suficiente se previrem abrigos para a noite e o espaço por pato não será muito grande: um m2 é suficiente para cinco ou seis patos.

Caso os patos também utilizem o abrigo durante o dia, então necessitarão de mais espaço, digamos um m2 por cada dois patos. Pode-se utilizar diversos materiais para fazer o abrigo, bambu, madeira ou rede galinheiro desde que os buracos sejam pequenos e assim os patos não possam passar por eles.
O abrigo também deve ser bem arejado quando os patos se mantêm dentro deles. É importante que haja circulação do ar de modo a que os patos não apanhem doenças das vias respiratórias. As doenças que são disseminadas através do ar podem ser evitadas caso haja uma boa ventilação. A circulação do ar dentro do abrigo faz baixar a temperatura e esta não deve ser inferior a 10-15 °C para os patos de Pequim ou 20 °C para os patos almiscarados e outros patos originários de climas tropicais.
Compartimento separado destinado à postura
É bastante simples de prever uma área separada destinada à postura dentro do abrigo noturno. As patas preferem pôr os seus ovos num lugar escuro e protegido. Os poedouros oferecem às aves um lugar protegido destinado à postura com a vantagem que é fácil proceder à sua recolha. As patas preferem pôr os ovos ao nível do chão; portanto quando construir os poedouros, coloque-os no chão e, de preferência, contra a parede traseira do abrigo. Desta maneira as patas poderão, sossegadamente, manter-se afastadas do resto do bando quando estão a pôr os ovos.
Ao construir o poedouro, necessitará de ter um para cada 3 a 6 patas. Um modelo simples consiste em paredes laterais de 30 x 35 cm. Monte-as a uma distância de 33 cms uma da outra e ligue-as através de uma tábua com um altura de 15 cm na parte de trás e uma outra com uma altura de 5 cms, na parte da frente. Coloque palha dentro e limpe-os regularmente.
O pavimento
O tipo de pavimento depende do lugar aonde se irá colocar os abrigos. Caso o mesmo seja construído sobre a água, o pavimento poderá ser construído de ripas de madeira ou de bambu. Não é boa idéia utilizar rede galinheira ou rede de metal na medida em que os patos não sentem que têm muito apoio e podem aleijar as suas patas. As ripas do chão devem ter 2 cm de espessura e 5 cm de largura para que sejam suficientemente resistentes. O intervalo entre as ripas deve ser de 1 cm. Estas aberturas garantirão que haja suficiente arejamento durante a noite. Uma outra vantagem é que o excremento e a comida vertida caiam diretamente na água, enquanto os ovos ficarão dentro do abrigo. Tal permite com que o abrigo se mantenha higiênico e que o tanque, sobre o qual é construído, seja fertilizado. Se não for possível construir o abrigo em cima do tanque / charco, o pavimento não necessitará de ter aberturas. Nesse caso será necessário limpar mais freqüentemente toda a instalação e retirar os excrementos de modo a evitar que se disseminem doenças.
 É muito importante que a cama dos poedouros e do chão (no caso de ser fechado) se mantenha higiênica. A cama impede a sujidade e a umidades dos excrementos de formarem uma crosta fina e compacta sobre o chão e facilita a limpeza dos abrigos. A cama pode ser feita de palha ou de palha de arroz assim como serradura mas tem que se certificar que não há tinta na serradura pois tal pode envenenar os patos.
Utilizar serradura não é muito aconselhado num espaço vedado na medida em que esta se cola no chão e é muito difícil de a limpar. As camas devem ser substituídas freqüentemente de modo a garantir a higiene, especialmente nos poedouros. As camas que ficam úmidas e bolorentas, não só causam doenças nas aves, mas também estragam os ovos, que apodrecem ou não ficam fecundados. Os patos são muito sensíveis à umidade na cama.
Comedouros
Os patos que são criados à solta ou num sistema de semiencerramento não necessitam de muito equipamento para os comedouros, sendo suficiente deitar no chão a quantidade certa de comida, cada noitinha. Caso alimente os patos quando os mesmo se encontram nos abrigos, à noite, então será necessário usar recipientes para a comida, de modo a que permaneça limpa e que os patos não a pisem. Os patos são animais que fazem uma grande porcaria quando comem. Caso ponha a comida em recipientes é preciso que se possa limpar facilmente a área em redor. Uma tigela grande com um fundo direito ou um tronco deitado, no qual foi escavado um buraco, podem perfeitamente servir como comedouro.
Um comedouro como o que é mostrado na Figura  também evita que se derrame comida. O rebordo anti-derramamento evita que os patos deixem derramar uma grande quantidade de comida.
                                   
   1,5 kg                       2,0 kg                    5,0 kk                 18,0 kg



Poderá adaptar os tamanhos dos tabuleiros ao tamanho da ave. Por vezes virão também patos selvagens comer nos comedouros. Para evitar que haja um desperdício da comida, coloque um telhado baixo sobre os tabuleiros da comida. Os patos selvagens geralmente não virão comer aí debaixo.
Sistemas de água potável
Os patos têm necessidade de água dia e noite. Instalando-se um tanque, ou colocando uma tina com água, poder-se-á resolver o problema do acesso à água durante o dia. É essencial que os patos tenham acesso a água potável limpa. As aves jovens que não bebem água suficiente não se desenvolverão bem e ficarão doentes. As patas adultas que não bebem água suficiente porão menos ovos. Caso se reagiste uma grande carência de água tal provocará rapidamente a morte dos patos (e patinhos).
Tal como no caso dos comedouros, também é suficiente encher bacias pouco fundas, que não entornarão facilmente a água, caso os patos subam nos seus rebordos. Verifique uma ou duas vezes por dia se as bacias têm água suficiente e que esta está limpa. A Figura 22 mostra tipos de recipientes de água em que esta não fica rapidamente suja. É importante que os patos não possam entrar nos bebedouros, pois tal provoca com que a água se suje rapidamente. Não obstante, o recipiente que contém a água deve ter uma profundidade suficiente de modo a que permita que os patos tenham a sua cabeça debaixo de água, de modo a que possam limpar os olhos. Caso não o façam a sujidade fica colada em volta dos olhos e, em casos extremos, tal pode até mesmo provocar cegueira. Os patos também utilizam a água que bebem para limpar os restos de comida que ficam nos seus bicos.
A importância da água
Os patos são aves aquáticas e necessitam de água para se reproduzirem e desenvolverem bem. Eles têm que ter acesso a água, quer seja de um tanque, charco ou poça de água limpa ou apenas uma tina  grande com água. Caso não seja possível manter os patos perto de água durante todo o dia, basta pôr uma tina de água fora de manhãzinha ou à noitinha para que possam manter-se limpos e, desta maneira, mais saudáveis.
As necessidades de água para os patos dependem da sua raça. Os patos de Pequim necessitam de água para manter uma boa temperatura do seu corpo. Tal não é tão necessário para os patos almiscarados na medida em que originariamente habitam nas árvores. Algumas raças de patos também necessitam de estar na água para se acasalarem.
Tenha presente que a água pode ser um veículo de doenças e de parasitas. Qualquer que seja o recipiente onde a água se encontre – tanque, charco, poça, tina – os mesmos têm que ser mantidos limpos e higiênicos.
Cuidados diários com os patos
Quando a habitação se encontra bem equipada, quer dizer, incluindo comedouros, bebedouros e acesso a água para banho, nessa altura poder á adquirir os patos. Nos capítulos precedentes tratarmos da escolha das raças, reprodução e criação e cuidados a ter com os patinhos.
Também falamos sobre diversos sistemas de criação e, nesta altura, já deve ter optado pelo sistema que quererá seguir.
A partir deste capítulo encontrará informação sobre cuidados sanitários, alimentação / rações e os produtos derivados. Mas, primeiramente, é necessário ocupar-se do cuidado quotidiano do bando de patos.
A panorâmica de conjunto que a seguir apresentamos fornece um breve resumo dos cuidados diários com o objetivo de proporcionar uma idéia do que é necessário empreender.
De manhã
* Pôr os patos fora do abrigo
* Recolher / apanhar os ovos
* Dar água fresca para beber
* Caso não haja um charco, providencie um recipiente com água fresca para o banho das aves
* Limpar o abrigo e proceder a reparações, caso necessário
* Vender, eventualmente, os ovos
À tarde
* Espalhar palha ou palha de arroz nova, caso a cama se encontre húmida
* Dar água potável fresca às aves
* Alimentar os patos
* Encerrar os patos para passarem a noite
Tarefa permanente: observe os seus patos para ver como se alimentam, de modo a evitar-se outros problemas eventuais.
 Cuidados sanitários
Cuidados sanitários em geral
Os cuidados sanitários a serem dispensados aos patos não requerem muito tempo. Ao contrário do que se passa com as galinhas, os patos têm menos probabilidades de ficarem doentes e são menos susceptíveis a doenças que aquelas. Para reconhecer que um pato está doente é preciso saber qual é o aspecto que o pato tem quando se encontra saudável. No Quadro 2 apresentamos alguns dos sinais principais que caracterizam as aves saudáveis e as doentes.
 Os principais sinais de saúde e de doença de patos
Características: Patos saudáveis Patos doentes
* Condição geral primeira impressão cheio de vida apático; excesivam / quieto
* Peso normal muitas vezes leve
* Taxa de crescimento normal demasiada /  lento
* Olhos vivos, brilhantes sem energia, baços
* Cloaca (área genital /anal) grande, suave, úmida, rosa dura, seca, descolorada
* Pele suave, folgada enrugada, seca
Este quadro permite conhecer a aparência dos patos que se encontram de boa saúde, o seu crescimento, o estado normal dos seus olhos, da sua cloaca e da sua pele. Um bom método para testar a sua saúde consiste em observá-los, regularmente, durante um certo tempo, não sendo necessário agarrá-los um por um para os estudar. Basta para tal observá-los quando deambulam, durante uns 10 minutos, para ver se os patos parecem estar bem e se estão a alimentar-se normalmente.
Os cuidados sanitários preventivos
Uma boa higiene e a vacinação dos patos constituem os dois aspectos essenciais de prevenção das doenças destas aves.
* Uma boa higiene
* A base de uma boa saúde nos patos é, sobretudo, tal como em relação às galinhas, uma boa higiene. Ao se manter o abrigo e os seus arredores limpos, reduzirá a probabilidade da eclosão de doenças. E práticas corretas de higiene também mantêm afastados os parasitas tais como ratos, moscas e pulgas.
É mais difícil controlar os patos caso estes sejam criados à solta, pois não se sabe com o que entram em contacto e o que eles comem exatamente.
Os patos também podem apanhar doenças pelo contacto que têm com os baldes ou caixas onde subsistem traços de doenças. Também é importante ter em conta que uma água potável ou comida sujas podem ser transmissoras de doenças.
Medidas principais visando uma boa higiene:
* Mantenha o abrigo e as áreas em seu redor o mais limpos possível.
* Quando remove todo o bando de aves (num sistema de criação por lotes distintos) após um ciclo de postura ou de engorda, invista tempo na limpeza do abrigo e desinfete-o. Remova inteiramente a cama velha e utilize-a para composto. A limpeza regular da cama reduz a probabilidade de doenças que podem ocorrer no abrigo e contaminar outros patos.
* Controle ainda mais de perto os animais que estão doentes. Se for possível separe as aves doentes das saudáveis. Isto impede que a doença se propague para os outros patos ou até mesmo para as galinhas.
* Assim que se registrarem muitos casos de patos doentes ou se os sintomas de doença se agravam ou se as aves começam a morrer, deverá tomar medidas para evitar que os patos saudáveis adoeçam.
Os patos mortos têm que ser retirados o mais rapidamente possível, não apenas porque são um foco de infecção, mas também porque começarão a apodrecer e atrairão moscas, que são transmissoras de doenças.
As vacinas
Algumas doenças são tão contagiosas, ou tão freqüentes, que mais vale proteger os animais vacinando-os, sobretudo se encontra numa região em que os patos abundam. O melhor será pedir informações ao veterinário.